Perguntas e Respostas

O que é a cirurgia de transplante de cabelos?
Sou um bom candidato?
O transplante realmente funciona?
Os resultados são definitivos?
Pode haver rejeição do cabelo transplantado?
Qual a diferença entre transplante fio a fio, microtransplante e transplante folicular?
O que é a técnica "Natural Look", utilizada na Clínica Hair Care?
O transplante é feito da mesma maneira, em todos os pacientes?
O que acontece após a cirurgia?
A cirurgia do transplante é dolorida?
Há algum risco na cirurgia?
Como eu vou parecer após a cirurgia?
Quando poderei voltar ao trabalho?
Qual a diferença entre o transplante folicular e o transplante a Laser?
O transplante de cabelo é caro?
Quantas sessões serão necessárias?
Vai ficar alguma falha na área doadora?
Com o transplante, os cabelos normais vão parar de cair?
Os cabelos se multiplicam ao serem transplantados?
O cabelo transplantado requer cuidados especiais?
Qual o intervalo entre as sessões de transplante?
Existe alguma outra alternativa que não seja o transplante?
Mulheres podem fazer transplante de cabelo?
O uso de Propecia (finasteride) e Regaine (minoxidil) recupera o cabelo perdido?

 

 

 

 

 

 

O que é a cirurgia de transplante de cabelos?

O transplante de cabelos é uma técnica cirúrgica destinada a preencher as áreas calvas, que perderam cabelos, com novos cabelos, com o intuito de restaurar a aparência anterior. Com as técnicas atuais o resultado é bastante natural.

Em 95% dos casos as perdas de cabelos são determinadas por fatores hereditários, que o paciente herda do pai, da mãe ou de ambos.

O preenchimento só pode ser feito com cabelos do mesmo indivíduo, a fim de evitar sua rejeição. Os cabelos são retirados preferencialmente da nuca (região doadora), onde os cabelos são mais fortes, e colocados com o uso de instrumentos especiais na área calva (região receptora). O cabelo transplantado dura toda a vida. Os transplantes podem ser feitos em outras áreas do couro cabeludo que perderam cabelo por motivo de doença, acidentes, retirada de tumores e queimaduras. Podem também ser utilizados para corrigir cicatrizes de plástica da face e em perda das sobrancelhas.

 

 

 

 

O que causa a perda de cabelos?

A causa mais comum da perda de cabelos em 95% dos casos é a hereditariedade. Homens e mulheres herdam o gene da perda de cabelos do pai, da mãe ou de ambos. Os homens são mais comumente afetados pela hereditariedade porque o hormônio testosterona ativa a programação genética, que determina a perda dos cabelos. Na atualidade não existe nenhum método conhecido que detenha esse tipo de queda de cabelos.

A idade em que se inicia, a extensão e a velocidade da perda dos cabelos varia de pessoa para pessoa. Entre outras causas que determinam a perda dos cabelos estão as doenças graves, desnutrição, deficiência de vitaminas e distúrbios hormonais. Quando aplicados de modo errado, as tinturas e alisantes de cabelo podem lesar o cabelo e o folículo, causando perda definitiva do cabelo. Não há comprovação de que o uso de chapéu, boné, lavagem exagerada do couro cabeludo, diminuição da irrigação ou poros fechados determinem perda de cabelos.

 

 

 

Sou um bom candidato?

Os melhores candidatos a um transplante de cabelo são os homens que apresentam calvície ainda fase inicial e que podem camuflar a cirurgia alterando o prório penteado.

A decisão de quando iniciar o tratamento varia de caso para caso. Mesmo pacientes com calvície avançada, poderão ser beneficiados com a cirurgia, desde que apresentem uma área doadora suficiente nas partes laterais e posteriores da cabeça, que permitam o transplante para a área calva, resultando uma boa densidade capilar. Nestes casos serão necessárias mais de uma sessão. Os pacientes de cabelo escuro e espesso são mais favorecidos nessas condições. Como o transplante não cria novos cabelos, mas apenas muda os mesmos de posição, é evidente que em casos muito avançados o cabelo ficará mais ralo, e nos casos extremos não existe a possibilidade de cirurgia.

É importante discutir com o paciente seus desejos e expectativas, a fim de que não ocorram mal-entendidos. Muitos pacientes se contentam com uma linha anterior bem definida e densa, não dando muita importância à área da coroa. Outros já desejam reduzir a área da coroa, sem se importar com a linha frontal.

O bom candidato também não deve ser fumante, embora o uso de cigarros não contraindique a cirurgia. É suficiente que o paciente deixe de fumar pelo menos 10 dias antes e após a cirurgia, para ter um melhor resultado. O uso de aspirina deve ser evitado também durante o mesmo tempo. É também necessário estar em boas condições de saúde e não apresentar doenças que contraindiquem a cirurgia, tais como diabetes, hipertensão, problemas cardíacos, pulmonares, renais, alterações da coagulação sanguínea e reações alérgicas aos medicamentos utilizados no transplante.

 

 

 

O transplante realmente funciona?

Sim. O cabelo transplantado é removido de uma área (área doadora) para outra área (área receptora). Ele não sofre rejeição porque é do próprio paciente, e é uma estrutura viva. Após o transplante a cor, textura, velocidade de crescimento e ondulação dos cabelos são mantidas. Sua vitalidade é garantida pela rica vascularização do couro cabeludo.

No início da era dos transplantes, grandes tufos contendo de 15 a 25 cabelos eram utilizados, resultando numa aparência pouco natural, semelhante a cabelo de boneca. Em virtude de seu tamanho, as raízes mais internas não recebiam os nutrientes do sangue e acabavam morrendo.

Hoje, com o aperfeiçoamento das técnicas, se consegue resultados bastante naturais, com o transplante de enxertos bem pequenos e próximos entre si. No couro cabeludo, os cabelos nascem em grupos de um, dois, três e até quatro fios, unidos no que se denomina de folículo capilar. Esses grupos são transferidos de modo pré-estabelecido, com a finalidade de se obter a maior densidade possível, aliada a um aspecto natural.

 

 

 

Os resultados são definitivos?

Sim. O cabelo transplantado não apresenta tendência a cair, pois ele é genéticamente mais forte e não é sensível aos fatores que determinam a calvície. Ele mantem as características da área doadora e continua a crescer o resto da vida, podendo ser lavado, cortado, tingido, e modelado por permanentes.

 

 

 

Pode haver rejeição do cabelo transplantado?

Não. Uma vez que os cabelos utilizados são da própria pessoa, os cabelos não são rejeitados, pois o código genético é o mesmo. Não existe a possibilidade de ser usado cabelo de outra pessoa que se disponha a ser doadora. Somente em casos de gêmeos univitelinos, que apresentam o mesmo código genético, seria possível fazer o transplante de um para o outro.

Há algumas clínicas que utilizam implante de cabelo sintético na tentativa de corrigir a calvície. A diferença entre o implante e o transplante é a de que o primeiro é uma estrutura fabricada e sem vida e não cresce com o correr do tempo. O transplante é uma estrutura viva. Após a integração dos cabelos transplantados, estes passam por todas as alterações dos cabelos normais. Na realidade, é um cabelo normal. No implante de cabelo sintético, a grande maioria cai após algum tempo, em virtude de rejeição, ou quebra espontânea ao ser lavado. Além disso é comum a ocorrência de infecção crônica, reações alérgicas, formação de abscessos e outros problemas.

 

 

 

 

Qual a diferença entre transplante fio a fio, microtransplante e transplante folicular?

Primeiro você deve saber como eram feitos os transplantes antigamente.

Há 20 anos se utilizava a técnica do transplante capilar com "punches", pequenos instrumentos cirúrgicos semelhantes a um cilindro de bordas cortantes, com o qual se retiravam centenas de tufos de cabelos da área doadora, cada um contendo de 15 a 25 fios de cabelo. Em seguida, com o mesmos instrumentos eram realizados orifícios na área calva receptora, onde eram colocados os tufos. Ao crescer, os novos cabelos apresentavam o aspecto até hoje conhecido como "cabelos de boneca", o que gerava insatisfação nos pacientes. As desvantagens continuavam, com o fato da área doadora ficar com centenas de orifícios abertos que demoravam para cicatrizar espontâneamente, ocorrendo saída de secreção por vários dias. A cicatrização resultava em centenas de cicatrizes circulares. Estas cicatrizes, além de dificultarem novos transplantes, ainda deixavam o cabelo ralo.

Posteriormente surgiu a era do microtransplante. Os "punches" foram miniaturalizados e atualmente só são usados na área receptora. Eles podem também ser substituidos por agulhas e lâminas especiais, dependendo da necessidade. Da área doadora era retirada uma faixa horizontal de couro cabeludo, ao invés de tufos, contendo milhares de folículos. Essa área era suturada, deixando um fina cicatriz quase imperceptível, que não dificultava futuros transplantes. A faixa de couro cabeludo era a seguir dividida em microtransplantes ou "micrografts", que continham 1 ou 2 fios de cabelo, e em minitransplantes ou "minigrafts", que continham de 3 a 6 fios de cabelo. A obtenção era feita de modo aleatório, respeitando-se a integridade da raiz e da haste do cabelo.

Mais recentemente verificou-se que os cabelos nascem agrupados no couro cabeludo, em grupos de 1 a 4 fios, que são as unidades foliculares. A unidade folicular, além dos cabelos, contem glândulas sebáceas que dão a oleosidade natural aos cabelos, finíssimos nervos e vasos sanguíneos, e são revestidas por uma fina camada de colágeno chamada de perifolículo. A unidade folicular é assim portadora de todas as estruturas necessárias a sobrevida normal do cabelo, e deve ser mantida intacta para assegurar o máximo crescimento do cabelo transplantado. Por essa razão, atualmente os transplantes passaram a ser feitos em unidades foliculares, sendo utilizadas unidades de um único fio de cabelo na linha frontal (transplante fio a fio), unidades com 2 fios de cabelo logo atrás, e por último as unidades com 3 e 4 fios na área calva mais posterior.

Na Clínica Hair Care foi observada que com essa disposição das unidades foliculares, a linha frontal apresentava excelente aspecto estético, porém na parte posterior os cabelos ficavam ralos. A partir dessa observação, passamos a utilizar a técnica mista ou "Natural Look" modificada, na qual nas áreas calvas posteriores são utilizados minienxertos ou minitransplantes, contendo 5 ou 6 fios de cabelo. Na realidade, os minienxertos nada mais são que duas unidades folículares, unidas entre si, formando uma unidade maior, como elas se apresentam no couro cabeludo normal. Os minienxertos apresentam também todas as estruturas existentes na unidade folicular. Com o uso do minienxertos de duas unidades foliculares, a área posterior apresenta uma densidade muito maior de cabelos, ao mesmo tempo que mantem a naturalidade dos mesmos.

A era dos tufos de 15 ou mais fios de cabelo já passou, embora ainda haja cirurgiões que a utilizam até hoje.

 

 

 

 

 


O que é a técnica "Natural Look", utilizada na Clínica Hair Care?

A técnica "Natural Look" ( em português - aparência natural ) como o próprio nome diz, é a técnica que restaura os cabelos perdidos, dando-lhes uma naturalidade e uma densidade mais próxima possível dos cabelos normais.
Ao realizar um transplante capilar, a distância entre os orifícios deve ser proporcional ao diâmetro dos enxertos foliculares. Essa distância deve ser mantida, a fim de que não ocorra prejuízo na circulação sanguínea que vai levar oxigênio e nutrientes aos novos cabelos transplantados.

A técnica "Natural Look" foi desenvolvida nos Estados Unidos por um cirurgião da Flórida. Nessa técnica, toda a área posterior é povoada com enxertos foliculares de 3 ou 4 fios, que são colocados em orifícios bem próximos, distantes igualmente entre si, e feitos de maneira aleatória. Embora o resultado pós-operatório seja bom, o novo cabelo é relativamente ralo, necessitando nova sessão depois de alguns meses.

A simples observação de que, com o máximo cuidado, é possível obter-se enxertos com 5 ou 6 fios de cabelo, que cabem no mesmo espaço, levou à modificação da técnica original. Além disso, os novos enxertos mantêm todos os anexos do folículo, sendo seu comportamento igual ao enxerto folicular. Na realidade são enxertos constituídos de duas unidades foliculares juntas e não isoladas como eram transplantadas anteriormente.

Considerando-se que a área calva posterior, que recebe os enxertos maiores com 5 ou 6 fios, representa cerca de 85% de toda a área a ser transplantada, o ganho total é de cerca de 50% a mais de cabelos nessa área. A superioridade dessa técnica consiste nessa simples modificação, que leva à obtenção de um resultado muito melhor. O uso de enxertos de 5 ou 6 fios, colocados próximos entre si, não confere o aspecto de "cabelo de boneca" ao cabelo transplantado.

 

 

 

 

 

O transplante é feito da mesma maneira, em todos os pacientes?

Não. A cirurgia do transplante pode ser considerada uma obra de arte, cuja realização necessita de planejamento prévio, e de uma equipe competente que goste de fazer transplantes, para se conseguir um bom resultado final.

Em virtude das dificuldades que apresenta, são poucos os cirurgiões que se dedicam ao transplante. No seu planejamento deve ser levado em conta a expectativa do paciente com relação ao resultado, as necessidades de cada um, o modo como é feito o penteado, e previsão para futuras perdas de cabelo.

Dependendo desses fatores, a distribuição dos folículos pode ser totalmente alterada. A colocação dos folículos varia também em função da idade.

Um paciente jovem, com 30 anos e que tem uma extensa área calva que se iniciou aos 25 anos, e com indicação de duas ou mais sessões, quer ter sua aparência anterior restituída o mais cedo possível. Para tanto a prioridade no tratamento consiste na reconstrução da linha anterior, de modo a recuperar a aparência que tinha nesta última idade. A área da coroa geralmente é feita em uma outra sessão.

Já no paciente com a mesma extensão de área calva, com 60 anos de idade e cuja calvície se iniciou também aos 25 anos, o planejamento é diferente.Como o paciente se acostumou há muito tempo com sua calvície, ele geralmente teme um mudança brusca na sua aparência, se o tratamento for iniciado pela linha anterior. Nesse tipo de paciente é preferivel fazer o transplante de uma parte ou de toda a coroa, e colocar uma pequena quantidade de cabelo na forma de fios isolados, formando uma ilha no centro da linha frontal. O aspecto final é mais natural e combina mais com a idade do paciente. Em sessões futuras a linha da frente pode ser reforçada com novos enxertos, até se conseguir um resultado final que agrade o paciente.

 

 

 

 

 

O que acontece após a cirurgia?

O pós-operatório é relativamente simples desde que o paciente siga as instruções dadas pelo cirurgião. O curativo é retirado após 24 ou 48 horas, quando então se faz a primeira lavagem. Pequenas crostas vão se formar no couro cabeludo no local dos enxertos, que caem por volta do sétimo dia, levando consigo boa parte dos cabelos transplantados, o que é normal. Os pontos usados na área doadora são imperceptíveis, sendo recobertos pelo cabelo aí existentes e são retirados depois de 7 a 10 dias.

Atualmente está sendo testado na Hair Care um novo fio de sutura que é absorvido após alguns dias, não sendo necessária a retirada dos pontos. Trabalhos com o uso desse fio foram apresentados em Congressos recentes de transplante capilar, mostrando as vantagens do novo fio de sutura.

Pode ocorrer inchaço na região da testa em alguns pacientes, o qual desaparece em cerca de 3 dias. Um boné pode ser utilizado, se o paciente assim o desejar. Esportes e atividade física violenta devem ser evitados durante 10 dias. Decorridos 3 meses do transplante, ocorre o início do crescimento definitivo do novo cabelo, podendo essa fase se estender por mais 1 mês e meio. O novo cabelo cresce cerca de 1 centímetro por mês.

 

 

 

 


A cirurgia do transplante é dolorida?

Normalmente é feita uma leve sedação antes da cirurgia, de modo que a mesma é praticamente indolor. O desconforto no pós-operatório é reduzido e muitos pacientes se surpreendem com o fato de não sentirem dor alguma, mesmo após passar o efeito da anestesia. Durante algum tempo permanece uma sensação de adormecimento na área doadora.

 

 

 

Há algum risco na cirurgia?

O risco existente é mínimo, se comparado com as cirurgias realizadas por um cirurgião geral, por exemplo. A cirurgia se limita às camadas superficiais do corpo e é realizada com anestesia local. Entretanto é necessária uma avaliação pré-operatória para saber se o candidato não é diabético, hipertenso, fumante, alérgico a algum medicamento, e se apresenta alguma doença crônica que contraindique a cirurgia. Pacientes de raça negra e orientais podem apresentar problemas na cicatrização.

 

 

 

 

Como eu vou parecer após a cirurgia?

Se o paciente apresentar uma grande área calva, as crostas vão ser visíveis até a queda das mesmas. Pode ser usado um boné para disfarce nesse período. Após a queda das crostas, o aspecto do couro cabeludo é quase normal. Outro recurso usado quando a área não é muito extensa é usar a imaginação e fazer um penteado que camufle a área que recebeu o transplante. Para se conseguir esse resultado é necessário que o candidato deixe o cabelo crescer um pouco, além do comprimento habitual. Não há necessidade de cortar o cabelo para ser feito o transplante. Em alguns pacientes um inchaço maior ou menor pode ocorrer na testa, nos primeiros dias, mas não deve causar preocupação pois desaparece pouco tempo depois com o uso de compressas frias ou geladas.

 

 

 

Quando poderei voltar ao trabalho?

Dependendo do tipo de cirurgia e do tipo de trabalho, é possível retornar no dia seguinte. Em geral é melhor aguardar dois dias. O cirurgião irá orientá-lo melhor, durante a consulta ou após a cirurgia.

 

 

 

Qual a diferença entre o transplante folicular e o transplante a Laser?

Os resultados obtidos com a técnica folicular são muito superiores. A retirada da faixa de couro cabeludo na área doadora é feita da mesma maneira nas duas técnicas, ou seja com bisturi comum. Já o Laser não pode ser utilizado para remover ou cortar as raízes da área doadora, pois queima os cabelos e tecidos.

No transplante folicular, as unidades foliculares são colocadas com uma pinça delicada dentro de minúsculos orifícios feitos com um "punch", agulha ou lâmina destinadas especificamente para o transplante. Esses instrumentos são denominados de "instrumentos frios" isto é, eles cortam os tecidos mas não queimam os mesmos. Como não ocorre queimadura, os cabelos enxertados, logo após a colocação recebem oxigênio e nutrientes trazidos pelo sangue, e que garantem sua sobrevida.

No transplante a Laser os orifícios são feitos por um aparelho que dispara feixes de alta energia que, mediante o calor produzido, vaporizam o tecido do couro cabeludo no local atingido, queimando-o ao mesmo tempo, para diminuir o sangramento, o que torna mais rápida e fácil a cirurgia. Os enxertos colocados nessas condições vão levar muito mais tempo para receber o oxigênio e os nutrientes do sangue, uma vez que existe uma barreira de tecido queimado que dificulta sua difusão. Como consequência, por serem muito sensíveis, muitas raízes não resistem à falta de oxigênio e morrem, restando menor número de cabelos sobreviventes. A perda neste tipo de técnica é calculada em 30% das raízes transplantadas, fazendo com que o resultado cirúrgico seja mais pobre. Outro inconveniente sério no uso do Laser, é o alto custo do aparelho, o que acaba encarecendo o preço da cirurgia. Pouquíssimos cirurgiões ainda usam o Laser hoje em dia.

 

 

 

O transplante de cabelo é caro?

O custo vai depender da quantidade de cabelos transplantados durante a cirurgia ou do número de procedimentos necessários para se obter uma boa densidade capilar. Considerando que os resultados são definitivos, a longo prazo o custo da cirurgia é menor que o gasto realizado com a compra de loções caras que não dão resultado, ou com o uso e manutenção de perucas ou outros dispositivos que são fixados na cabeça aos cabelos aí existentes, mediante o entrelaçamento dos fios. Com a tração exercida para a fixação da peruca, muitos cabelos são arrancados ou os fios ficam mais fracos, com o que o problema da calvicie se agrava.

 

 

 

 

Quantas sessões serão necessárias?

O número vai depender de:
1) extensão da área a ser tratada;
2) número e tamanho dos enxertos usados;
3) densidade dos cabelos desejada pelo paciente;
4) características individuais do paciente ou seja, pacientes com cabelo grosso aparentam densidade maior que os que tem cabelo fino. O número de sessões pode ser determinado durante a consulta. O intervalo entre uma e outra sessão deve ser de 6 a 8 meses.

 

 

 

 

Vai ficar alguma falha na área doadora?

Não. O couro cabeludo apresenta boa elasticidade, e ao se retirar a faixa de cabelos da área doadora, as margens da ferida são tracionadas e suturadas uma à outra. A única evidência da cirurgia é uma fina cicatriz escondida entre os cabelos da nuca. Na técnica antiga, centenas de pequenas cicatrizes circulares sem cabelo eram observadas lado a lado na área doadora, provocando uma rarefação dos cabelos nessa região.

 

 

 

 

Com o transplante, os cabelos normais vão parar de cair?

Não. O cabelo transplantado é retirado da região da nuca. Os cabelos dessa região genéticamente são mais fortes desde seu nascimento e geralmente duram a vida inteira. Essa capacidade de crescer e durar a vida inteira está na raiz e é levada com o cabelo, quando se faz o transplante. Os cabelos normais, que nascem com predisposição genética para cair, mais cedo ou mais tarde cairão.

 

 

 

 

Os cabelos se multiplicam ao serem transplantados?

Não. O cabelo transplantado não se multiplica. Ele apenas muda de lugar e continua mantendo suas características originais. Talvez algum dia os médicos consigam clonar os folículos capilares da área doadora. Isso seria uma fonte de suprimentos inesgotável e muito beneficiaria os pacientes com pouquíssimo cabelo na área doadora. Essa tentativa ainda está em sua fase inicial e provavelmente seu custo seria altíssimo. Os atuais candidatos não devem esperar pela clonagem.

 

 

 

O cabelo transplantado requer cuidados especiais?

Somente nos primeiros dias. Quando tiver atingido um crescimento adequado, o cabelo pode ser tingido, penteado, escovado e ser submetido a vários tipos de permanente. É conveniente usar produtos de boa procedência, sempre.

 

 

 

Um transplante com mau resultado, com tufos de "cabelo de boneca", pode ser corrigido?

Sim. Os transplantes realizados há alguns anos atrás, em que tufos de 15 a 25 cabelos eram transplantados, eram bem aceitos na época. Embora deixassem um aspecto desagradável, não havia outras alternativas. Hoje em dia não são mais utilizados em virtude do resultado estético inferior. Entretanto, o cirurgião habilitado nas técnicas mais modernas, em que são usados transplantes de unidades foliculares, corrige tal problema com relativa facilidade.

Outros problemas como o mal posicionamento da linha anterior, irregularidades do cabelo transplantado, rarefação dos cabelos na área doadora e outros, geralmente encontram solução. A escolha certa do cirurgião e o bom planejamento inicial são a chave para a obtenção de uma restauração capilar de boa qualidade.

 

 

 

 

Qual o intervalo entre as sessões de transplante?

O prazo ideal é de no mínimo 8 meses. Após esse tempo o couro cabeludo recupera sua textura anterior, o período de cicatrização terá se completado, o comprimento do novo cabelo já é suficientre para o paciente escolher como deseja fazer seu novo penteado e com isso ajuda o médico a planejar as futuras sessões. O novo cabelo permite tambem camuflar uma nova cirurgia, mediante um penteado que recubra as crostas que se formarão.

 

 

 

Existe alguma outra alternativa que não seja o transplante?

Infelizmente não. O transplante de cabelos é a única solução para o tratamento definitivo da calvície hereditária. Nos meios de comunicação são encontrados um número infindável de produtos destinados a combater a queda de cabelos e restaurar os cabelos perdidos. Entretanto a grande maioria não traz benefício algum para o paciente, a não ser para os bolsos dos fabricantes. Esses produtos geralmente são adquiridos por telefone e entregues na casa do interessado, sem que se conheça o nome da firma e o local onde foi fabricado.

Para ser comercializado, um medicamento deve ser testado e registrado pelos órgãos de fiscalização, o que não acontece com quase todos eles. A Food and Drug Administration dos Estados Unidos, orgão que controla a qualidade dos medicamentos, reconhece que apenas o minoxidil e o finasteride (Regaine e Propecia) podem trazer algum benefício para os pacientes.

 

 

 

 

Mulheres podem fazer transplante de cabelo?

Sim, desde que a perda dos cabelos esteja concentrada em áreas bem definidas, como ocorre na calvície hereditária dos homens.

Para a realização do transplante, a calvície feminina não pode ser totalmente difusa, nem os cabelos serem muito finos em todo o couro cabeludo. A calvície feminina não é culturalmente aceitável, embora 40% das mulheres possam apresentar algum grau de calvicie durante a vida. O estigma ligado a calvicie feminina é bastante estressante e representa uma ocorrência indesejável, causando, nas mulheres, problemas psicológicos maiores que os apresentados pelos homens. Muitas tentam esconder a calvície com o uso de técnicas de penteado para camuflar as falhas ou usando medicamentos que tornam os cabelos mais espessos.

As mulheres que apresentam queda anormal dos cabelos devem procurar um dermatologista e um endocrinologista. Vários testes deverão ser realizados, incluindo exames de sangue, verificação da presença de desequilíbrio hormonal, uso de determinados remédios e história familiar de perda de cabelos. Os casos mais difíceis são as portadoras de perda difusa de cabelos, que envolve todo o couro cabeludo.

O transplante de cabelos em mulheres pode ser realizado para a correção de problemas estéticos. Algumas pacientes submetidas a cirurgia de rejuvenescimento facial podem apresentar perda de cabelos na linha anterior da fronte ou na região das costeletas. A correção pode ser feita com o transplante de cabelos feito geralmente em duas sessões.

 

 

 

 

 

 

 

 


O uso de Propecia (finasteride) e Regaine (minoxidil) recupera o cabelo perdido?

Não. Os dois medicamentos diminuem a queda, ou mesmo dão a impressão de crescimento dos cabelos, agindo de maneira diferente.

Cada indivíduo, ao nascer apresenta entre 80.000 e 150.000 fios de cabelo no couro cabeludo. O número varia com as caracterísicas raciais. Os cabelos passam por um ciclo em que, enquanto 10% dos cabelos normais caem, estes são substituídos por outros 10% que crescem ao mesmo tempo, de modo a manter constante seu número, pois suas raízes permanecem intactas, em fase de repouso.

Nos pacientes com alopécia androgenética, nome que se dá à calvície hereditária, este ciclo também ocorre, só que os cabelos que cairam em virtude de sua predisposição hereditária e que já não apresentam mais sua raiz, não voltarão a crescer. Nestes pacientes, os 10% de cabelos em repouso são forçados a crescer antes da época certa, o que aparenta um falso crescimento de novos cabelos, promovido com o uso daqueles medicamentos. Para manter essa situação, o paciente é obrigado ao seu uso contínuo, não podendo nunca parar o tratamento. Deixando de usar tais medicamentos, a queda de cabelos vai se acentuar, piorando o quadro da calvície.

Na literatura médica tem sido relatados casos de diminuição da libido (impotência sexual) em alguns pacientes durante o tratamento com Propecia. A impotência sexual seria transitória, cessando com a suspensão do tratamento, porém muitos calvos se recusam a usar o medicamento por esse motivo. Com o tempo, o custo do tratamento clínico acaba ultrapassando o custo do tratamento cirúrgico, sem que o paciente apresente a satisfação do resultado obtido com o transplante.