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Laser
no transplante de cabelo O uso da tecnologia dos Laser na realização de transplantes capilares ainda não está bem estabelecido. A retirada e o preparo dos enxertos são semelhantes em ambos os casos. No transplante folicular são realizados centenas de incisões ou orifícios na área receptora com auxílio de uma lâmina, agulha especial ou "punches, feitos de aço, que é um material "frio", não havendo lesão térmica (queimadura) dos tecidos vizinhos. Na tecnologia do Laser, os orifícios são feitos por um aparelho que dispara feixes de alta energia que vaporizam a área receptora, nela produzindo os orifícios onde vão ser colocados os enxertos. Em consequência da lesão térmica provocada, o sangramento é menor, o que torna mais rápida e fácil a cirurgia. O feixe de energia de Laser não pode ser utilizado para remover ou cortar as raizes da área doadora, pois queima os cabelos e tecidos. Os
enxertos, ao serem colocados, vão encontrar uma barreira de tecido
queimado que dificulta a chegada do sangue, que trás o oxigênio
e os nutrientes necessários para sua sobrevida. Por esses motivos
há uma demora maior na "pega" dos enxertos, com menor
sobrevida, levando a um resultado mais pobre. Isso foi verificado em
pacientes que fizeram microtransplante de cabelos, em que a técnica
folicular a "frio" foi utilizada em um lado do couro cabeludo,
sendo utilizado o Laser do outro lado. O crescimento de cabelos foi
maior no lado em que se usou a técnica com agulhas e "punches". |